O ouro tão distante
Com 277 atletas que foram à Pequim, o maior número de participantes da história do país em Olimpíadas, o Brasil conseguiu investir R$ 650.000.000,00 na preparação destes atletas para os jogos, um recorde que não foi traduzido em medalhas.
Fica difícil acreditar nas notícias de conquistas , quando nos deparamos com um desperdício de dinheiro público, com a falta de vocação profissional e competência duvidosa daqueles que respondem por instituições e órgãos que regem o esporte nacional.
Sem querer fazer trocadilho, é preciso investir na criação de uma Política Nacional do Esporte e da Atividade Física nas Escolas e não na politização da Educação Física nas Escolas.
Os governos municipais, estaduais e federal desempenham papel preponderante na educação brasileira, graças ao expressivo volume de recursos destinados ao ensino. Não seria injusto, portanto, atribuir a essas entidades a maior parte da responsabilidade pelo estado de ideologização, politização, partidarização e fracasso da educação no país. De fato, ao longo dos últimos 15 anos, os governos nas várias esferas e, principalmente, o federal, não só não identificaram e não combateram o problema como contribuíram decisivamente para sua disseminação ao promoverem, oficial ou extra-oficialmente, uma perspectiva pedagógica altamente politizada e partidária.
Resgatar a Educação Física e o esporte no ambiente escolar é a nossa intensa luta desde os primórdios de nossa editora, com o firme propósito de formarmos cidadãos saudáveis e quando, possível, atletas.
Resta-nos a indignação e o questionamento de até quando as distorções educacionais movidas por interesses partidários ou pessoais de nossos governantes conduzirão nossas crianças e a sociedade como um todo à falência que hoje, cultural e moralmente, se complementa com a decadência de padrões motores da nossa juventude.
Um Phorte abraço,
Fabio Mazzonetto |