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  Treinamento em Altitude: Adaptações Fisiológicas na Capacidade de Desempenho  
  Prof. Adriano Vretaros  

Revista On-Line - Ano 2 / nº 3
O treinamento em altitudes, também conhecido como "altitude-training" é um método muito utilizado por treinadores, fisiologistas que bem empregados podem influenciar o desenvolvimento de atletas. A menor pressão atmosférica encontrada como aumento linear da altitude, torna o ar mais denso e conseqüentemente, com menor moléculas de gás. A pressão barométrica a nível do mar é de 760 mmHg, enquanto no Monte Evereste (8.848 metros), a pressão do ar ambiente é de, aproximadamente, 250 mmHg. A média que a pressão barométrica cai, a pressão parcial de oxigênio decai proporcionalmente. Essa redução na pressão parcial de oxigênio (PO2) causa um efeito sobre a saturação da hemoglobina e sobre o transporte de O2. Condição esta, denominada de hipóxia. Os ajustes fisiológicos imediatos à atitude são desencanados por meio dessa redução na PO2. Somando-se a isto, com o crescente aumento da altitude, ocorrem alterações das grandezas físicas da atmosfera: diminuição da pressão do vapor da água, da resistência do ar, da temperatura ambiental e, também , um aumento na radiação ultravioleta. Aclimatação A aclimatação consiste na reorganização do corpo frete ás respostas adaptativas metabólicas que aprimoram a tolerância a tolerância individual à hipóxia da altitude. Quanto maior a altitude, mais lento e progressivo é o processo de aclimatação. As adaptações fisiológicas à altitude são divididas em : agudas (imediatas) e crônicas(a longo prazo). Veja a figura 1. Adaptações Fisiológicas à Altitude Figura 1- As variáveis fisiologias que sofrem adaptação com o estresse provocado pela altitude. Dentre as mesmas, o aspecto cardiovascular é um dos que merece monitoramento, pois, a Fcmax. É uma variável que interfere diretamente na intensidade do treino (adaptado de MCArdle et alii, 1.998). Um sistema funcional também afetado pela redução da PO2 na altitude é o sistema nervoso central (S.N.C.), pois, o cérebro reage sensivelmente ás condições de hipóxia. Este fenômeno pode ocasionar aos atletas diminuição , sono menos profundo, atenção reduzida, entre outros fatores. Existe um consenso entre os especialistas da área de que a permanência em altitudes elevadas causa um aumento no número de eritrócitos. O hormônio eritropoetina (EPO) produzido pelos rins, é ativado quando há falta de O2, deslocando-se até a medula óssea, onde provocariam um aumento na taxa de eritrócitos. Neste sentido, o EPO atua como mediador no acréscimo de vermelhas. O princípio da adaptação à altitude é controverso. Um estudo publicado por Frisancho(1.973), comprou três grupos distintos: A) indivíduos que residiam em baixas altitudes e foram às regiões altas já adultos; B) crianças que residiam em baixas altitudes e que passaram a fase de crescimento na altitude; e C) indivíduos nativos residentes na altitude. Foi constado que, somente o grupo que permaneceu durante os anos de crescimento na altitude sofreram as adaptações fisiológicas completas. Portanto, pode-se especular que, qualquer indivíduo que deslocar-se do mar à altitudes elevadas, e lá permanecer por um determinado período, somente sofrerá adaptações orgânicas parciais. Efeitos sobre o Treinamento Os tipos de treinamento realizados em altitudes afetam de diferentes maneiras as nossas funções orgânicas. Nos trabalhos anaeróbicos, as evidências sugerem que a PO2 baixa não altera a performance, devido aos músculos preferencialmente não se utilizam do transporte de O2. Em contraste, a tarefa aeróbica é a mais prejudicada. Sendo o desempenho dos trabalhos de longa duração similares a um corredor treinado que se torna destreinado(Pérronet et alii,1.991). Segundo Powers & Howley(2.000),o VO2max., o principal indicador de potência aeróbica, diminui de modo linear, a saber: 2.400m(12% a menos), 3.100m(20%menos) e 4.000m(25% menor). Um estudo recente, realizado pelo Laboratório de Performance Humana em Biella na Itália(Roi et alii,1.999), comprovou os efeitos da altitude de 5.200m na performance de dois grupos de maratonistas: elite X amadores. Suas performances foram afetadas devido à queda do VO2máx. Porém, o grupo de elite se beneficiou em relação aos amadores, devido á sua maior capacidade de utilização fracional do consumo Maximo de oxigênio(%VO2máx.), que aparentemente não foi afetada pela altitude. SISTEMA AGUDAS CRÔNICAS ------------------------------------------------------------------- Cardiovascular Aumenta FC Max Aumenta Débito Cardíaco Aumento FC Submax Queda Débito Cardíaco (valores nível mar) Diminuição Volume Ejeção ----------------------------------------------------------------------- Acido-básico Líquidos Orgânicos Hiperventilação Execreção renal de base Diminuição reserva alcalina ------------------------------------------------------------------------- Hematológico Queda volume plasmático Aumento hematócritos Aumento número hemácias Aumento concentração hemoglobina ---------------------------------------------------------------------- Local Aumento capilarização do músculo Aumento densidade mitocôndrial Aumento enzimas aeróbias Perda de peso corporal e massa magra

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