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  Adaptações Hormonais ao Treinamento de Força  
  Ivana Fonseca  

Revista On-Line - Ano 2 / nº 4
RESUMO Os hormônios são substâncias que trabalham como mensageiros químicos e, sua principal tarefa é auxiliar o sistema nervoso na manutenção da homeostasia orgânica.O sistema neuroendócrino tem se mostrado muito sensível às adaptações agudas e crônicas provocadas pelo treinamento de forçaO sistema neuroendócrino tem se mostrado muito sensível às adaptações agudas e crônicas provocadas pelo treinamento de força. A magnitude destas adaptações estão relacionadas ao tipo de estímulo (e suas variáveis interdependentes), a idade, a treinabilidade e o sexo do indivíduo. Embora o treinamento de força aumente os níveis de hormônios circulantes, cada hormônio vai ter sensibilidade diferente aos diferentes tipos de estímulo.Os principais hormônios estudados foram : testosterona, cortisol e hormônio do crescimento. Observou-se aumentos significativos tanto dos hormônios anabólicos quanto dos catabólicos quando os exercícios são realizados em intensidades mais elevadas ( entre 5 e 10 RM, com intervalos de recuperação curtos ). Não foi observado aumento de testosterona sérica ou livre em treinamentos prescritos para mulheres ou em treinamentos máximos.Alguns estudos com suplementação de CHO e PRO obtiveram aumentos significativos principalmente nos níveis de insulina. INTRODUÇÃO O sistema neuroendócrino tem a responsabilidade de ajudar o organismo na adaptação ao seu ambiente, podendo para tanto afetar quase todas as funções fisiológicas do corpo: transporte celular, síntese de enzimas, crescimento celular, síntese das proteínas, metabolismo celular e função reprodutiva . A velocidade de secreção de todos os hormônios é controlada por um mecanismo conhecido como: feedback negativo ou retroalimentação. Suas ações podem ser local ou geral, autócrina ou parácrina, rápida ou demorada. Do ponto de vista químico os hormônios podem ser classificados como: Esteróides = possuem estrutura química semelhante à do colesterol ou são, na maioria, derivados do mesmo Àqueles derivados do aminoácido tirosina Proteínas ou peptídios = hormônios do lobo anterior da hipófise são proteínas, do lobo posterior são peptídios além da insulina, glucagon e o paratormônio são grandes polipeptídios Os hormônios quase nunca atuam diretamente sobre os mecanismos intracelulares. Normalmente se combinam com "receptores" existentes na superfície das células ou no seu interior. Esta combinação desencadeia uma cascata de reações em que cada etapa da reação torna-se muito mais ativa que a anterior, de modo a produzir um efeito final muito grande, partindo de um estímulo muito pequeno. REVISÃO DE LITERATURA TESTOSTERONA (T) : Alguns estudos demonstraram aumentos significativos nas concentrações de T com o treinamento intenso de força (de 5 a 10 RM) e intervalos de recuperação variando entre 1' a 3' respectivamente. Não houve alterações nos níveis de T sérica em mulheres submetidas ao protocolo de exercícios citado anteriormente. Em adolescentes, o período mínimo de experiência deve ser de 2 anos. Em idosos ocorreram aumentos significativos quando os intervalos de recuperação são mais curtos (1,5). Alguns estudos indicam que o declíneo nas concentrações de T sérica começa à partir da terceira década de vida. A T livre permanece inalterada ou diminuí depois de sessões de treinamento de força. HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) : Nem todos os protocolos de exercícios estudados demonstraram aumentos nas concentrações de GH. Estes aumentos foram observados em exercícios com intensidades de 10 RM e intervalos curtos de recuperação (1'). A suplementação de GH para idosos não produziu mais síntese protéica ou maior massa muscular ou maior força do que protocolos de exercícios idênticos sem suplementação. CORTISOL : Níveis maiores de cortisol foram registrados para exercícios de 10RM e com intervalos curtos (1'). CONCLUSÃO A atividade física promove adaptações do sistema neuroendócrino que se dão em diferentes níveis de acordo com a especificidade do treinamento. No que se refere ao treinamento de força, os aumentos observados variam de acordo com o tamanho do grupo muscular solicitado, número de repetições, % da carga máxima, intervalos de recuperação, idade, sexo e treinabilidade do indivíduo. determinação, aplicação e controle destas adaptações no sentido de auxiliar na prescrição e no controle do treinamento, uma vez que serão estas alterações as responsáveis diretas pela melhoria na qualidade física desejada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bosco C., Colli R., Bonomi R., Von Duvillard S. P.and Viru A.( 2000 ). 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